Meu filho e seu desenvolvimento atípico

Luccas iniciou sua vida escolar aos 2 anos – passado o período de adaptação, fui chamada pela Coordenadora Pedagógica da educação infantil para conversar à respeito de seu desenvolvimento. Ela fazia perguntas como: por que aos 2 anos ele ainda não anda? Já pesquisou à respeito? E quanto a fala? Qual a opinião do pediatra? – informei que o Dr dizia “estava no tempo dele”… essa frase que me dá calafrios até hoje. Será falta de estímulo – pensei comigo mesma? Ou algo mais sério como autismo? Saí da escola feito uma barata tonta. Aquela pessoa estava verbalizando as questões que eu não tinha coragem de confrontar – pelo medo da resposta.

Depois do choque ou você paralisa ou toma atitudes práticas. Optei pela segunda – busquei novo pediatra para buscar respostas às questões que tanto eu quanto a escola havíamos identificado.

Em casa, após receber muito estímulo motor e de forma cambaleante – por mais tempo do que as outras crianças – Luccas finalmente andou. Com o passar do tempo, pude identificar que a dificuldade psicomotora faz parte de seu desenvolvimento atípico. O atraso da fala foi mais longo – ela chegou aos 4 anos, de forma bastante precária, onde Luccas verbalizava as palavras sem formar frases (isso levou beeem mais tempo).

Uma lição que aprendi com toda essa experiência é que temos que reconhecer o papel fundamental das professoras da Educação Infantil na vida de nossos filhos por isso, agradeço até hoje às professoras e coordenadora por “soarem o alarme” – o que permitiu ao meu filho o acesso às intervenções de maneira precoce- mas esse é um assunto que fica para outra conversa…

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